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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cheesecake de Mirtilos no Forno

E para dar por terminada a Consoada de Natal, aqui está a sobremesa mais "leve" de todas elas: Cheesecake de Mirtilos no Forno.
Tirei como referência uma receita de Cheesecake de Framboesas no Forno, do livro Cozinha Sem Limites, do Gordon Ramsay.
Recomendo vivamente, para quem gosta de livros de receitas e/ou para quem ainda está a dar os primeiros passos na cozinha.

Eu tenho um passado culinário sui generis, que não posso revelar...

O que fiz de diferente, além de substituir as framboesas pelos mirtilos, foi substituir o açúcar branco pelo açúcar amarelo, por ser mais saudável, por assim dizer, e dobrar as quantidades, uma vez que quando experimentei esta receita, o cheesecake tinha ficado pequeno demais, para os nossos gostos - meu e da minha mulher - e então, por ser uma época natalícia e haver mais pessoas curiosas com o cheesecake, lá acedi ao pedido.


Cheesecake de Mirtilos no Forno

Ingredientes:

- 1 kg de quejo mascarpone, à temperatura ambiente
- 400 g de mirtilos frescos ou descongelados
- 250 g de açúcar mascavado, em pó
- 6 ovos ligeiramente batidos
- 3 c. sopa de farinha sem fermento
- casca de um limão finamente ralada
- manteiga para untar

Preparação:

Pré-aqueçam o forno a 180º C, e untem uma forma de mola com a manteiga.
Batam o queijo mascarpone com o açúcar, adicionando os ovos batidos aos poucos, até misturar bem. 
Juntem a farinha, e a raspa do limão e, de seguida, envolvam os mirtilos.

A massa fica assim, arroxeada, e com este aspecto.



Com a ajuda de uma colher, passem a mistura para a forma untada, batendo-a ligeiramente contra a superfície de trabalho para eliminar possíveis bolhas de ar e para ajudar os mirtilos a subir.
Levem-no ao forno para cozer, cerca de 35 minutos ou até estar firme nas bordas mas ligeiramente mole no meio.
Deixem o cheesecake arrefecer totalmente, dentro da forma.

Após arrefecer totalmente, desenformem-no com a ajuda de uma faca pontiaguda, fazendo-a passar à volta do bordo para soltar.



Notas finais: 

Toda a gente adorou e, para a próxima, se me lembrar, tiro fotos com melhor qualidade e com os bolos desenformados.
Esta é daquelas receitas em que nada poderia ter corrido melhor!


Eu sei que prometi publicar o rolo de carne da Passagem de Ano, mas com as voltas que dei hoje na ementa, fiquei cansado e já não são horas para ir fazer o rolo!
Fica prometido que amanhã teremos "tema de conversa" e o rolo saírá.

Vai valer a pena, podem ter a certeza!

Boa noite

Tarte de Chocolate e Caramelo Salgado

Sem dúvida nenhuma que, esta sobremesa, foi a receita mais "difícil" que fiz até hoje.
Referência? Donna Hay, com umas alterações: na massa, em vez de ser feita de raíz e, uma vez que o tempo era demasiado curto, utilizei massa quebrada já feita, do Pingo Doce e, em vez de açúcar branco, utilizei açúcar mascavado, por ser mais saudável e dar um sabor mais caramelizado à tarte, e reduzi um pouco a quantidade, também. Também aumentei na quantidade de chocolate.

Foi uma experiência interessante. Eu digo-vos o que fiz:


Tarte de Chocolate e Caramelo Salgado

Coloquei a massa numa tarteira de fundo removível, untada ligeiramente com uma colher de sobremesa de azeite, moldando-a e esticando-a para que ficasse o mais uniforme possível, levando-a ao forno, já pré-aquecido a 180º C, deixando-a cozer por cerca de 15 minutos, com outra tarteira com um peso por cima.
Após os 15 minutos, retirei o peso e a tarteira de cima, e deixei a massa a cozer por mais 10 minutos.
Retirei a massa do forno, e fui tratar de fazer o caramelo salgado.


Para o caramelo salgado:

- 300 g de açúcar mascavado
- 250 ml de natas para bater
- 50 g de manteiga sem sal
- meia chávena de água
- 1 c. chá de flocos de sal

Preparação:

Para fazer o caramelo salgado, coloquei, numa caçarola, as natas e a manteiga, em lume médio, mexendo bem para envolver, até levantar fervura.
Após levantar fervura, retirei o creme do lume, reservando-o.
Baixei o lume para lume baixo, e coloquei, numa outra caçarola, o açúcar mascavado e a água, mexendo ligeiramente, até o açúcar se dissolver na água e formar o ponto pérola. 
Depois, aumentando para lume alto, deixei a mistura cozinhar, sem mexer, durante cerca de 12 minutos, altura em que começou a formar uma cor caramelo escura.
Assim que a mistura ganhou a cor pretendida, retirei o caramelo do lume e adicionei o sal e a mistura das natas com a manteiga, mexendo rapidamente e voltando a colocar no lume, até engrossar ligeiramente.
Retirar do lume, e deixar arrefecer bem.

Após o caramelo ter arrefecido, coloquei-o por cima da massa e levei-o ao frigorífico, por cerca de 2 horas, enquanto fazia a outra sobremesa: Cheesecake de Mirtilos (é já no post a seguir!).
Mas, passando à frente, para a parte da foto, antes da ganache de chocolate, a tarte ficou assim, só com o caramelo salgado.



Agora, o final épico! Pronto, um bom final, digamos.


Para a ganache de chocolate:

- 350 g de chocolate preto de culinária com 70% de cacau
- 250 ml de natas para bater

Preparação:

Parti o chocolate em quadrados, para derreter melhor, coloquei os pedaços numa caçarola em lume baixo, juntei as natas, e mexi lentamente, até derreter e engrossar ligeiramente. 
Retirei do lume e deixei arrefecer. 

Após arrefecer, juntei o chocolate à tarte, espalhando, para ficar o mais uniforme possível, e levei novamente ao frigorífico, para a tarte ficar firme, ora confirmem.



Notas finais:

A ganache endureceu ligeiramente, criando uma fina crosta sobre o caramelo, que ficou semi-líquido.
Ficou boa, a tarte, mas muita coisa irá ser corrigida, no segundo ensaio. 
Ainda assim, fiquei muito satisfeito com a minha primeira experiência a fazer esta tarte!
Passo a explicar no campo seguinte deste blog.


O que não correu tão bem e poderia ter corrido melhor:

1 - A massa será alterada e eu mesmo irei fazer uma de raíz, seguindo a receita do site da Donna Hay, uma vez que se trata de uma massa mais areada, e de cacau puro, ou seja, amargo, o que irá contrastar com o doce do caramelo, uma vez que, alguns, acharam a tarte um pouco enjoativa (muito embora tivessem lá ido confirmar tal facto, na segunda dose) e eu confirmo, igualmente (que estava enjoativo, e que fui à segunda dose, apesar da auto-crítica).

2- A massa, quando veio do forno, como podem confirmar pela fotografia, encolheu, ou seja, asneira nº 2.

3 - Apesar de ter reduzido no açúcar e mexendo no seu tipo, e aumentado no chocolate, não sei que contas foram feitas mas, no final, o caramelo era por demais e o chocolate, só tinha criado uma fina camada... 
Leva-me a crer que a massa pode ter sido O problema de toda a operação...

4 - Pedi à minha mãe para que retirasse, a meio da noite, a tarte do frigorífico para que esta ficasse à temperatura ambiente. Grande erro! Devia ter ficado no frigorífico o tempo todo.

Experimentem, mas não caiam nos mesmos erros que eu. Caso contrário, de nada serviu ter andado a colocar as notas adicionais com correcções.

Lambuzem-se, mas dividam! Sejam moderados...

Puré Rústico de Ervilhas e Feijão-Verde com Amêndoa e Oregãos

Para estes acompanhamentos, além de ter visto umas receitas de puré de ervilhas no site do Jamie Oliver, vi também num dos episódios de Comida Caseira de Gordon Ramsay, na SIC Mulher.
Fiz uma espécie de cruzamento de informação e correu bem.

No que ao feijão-verde diz respeito, segui praticamente à risca esta receita do site da Donna Hay, e tive de repetir a façanha no dia da Passagem de Ano.

Muito fácéis de fazer, qualquer das duas receitas, e trazem outro nível ao vosso jantar, seja ele de Consoada, seja de uma qualquer ocasião... ou dia normal!

Posto isto, para as ervilhas, precisei apenas de:


Puré Rústico de Ervilhas

Ingredientes:

- 1 kg de ervilhas congeladas
- 100 ml de caldo de galinha
- 1 pedaço de cerca de 3 cm de raíz de gengibre, partido em fatias finas
- 1 limão, raspa e sumo
- 2 pés de hortelã, só as folhas, picadas finamente
- sal e pimenta preta moída no momento

Preparação:

Coloquem um tacho médio em lume forte, e coloquem as ervilhas, mesmo congeladas no tacho, deixando que estas descongelem, escorram a água que estas deitarem, e coloquem o caldo, o gengibre, a raspa de limão e a hortelã, finamente picada, o sal e a pimenta. 
Mexam, envolvendo muito bem os ingredientes.
Deixem cozinhar as ervilhas, por cerca de 8 - 10 minutos e desliguem o lume.

Escorram o excesso de água, deixando um pouco de caldo apenas, para ajudar a fazer o puré, rectifiquem os temperos, e esmaguem as ervilhas, com um garfo ou um esmagador de cozinha.
Não precisam de ser tão perfeccionistas, de outra forma, o puré não sai "tão rústico"...

Quanto ao feijão-verde, foi primeiramente branqueado, sendo num tacho grande com água a ferver e sal, e escorrido ao fim de 5 minutos, literalmente. 
O resto, foi assim:


Feijão-Verde com Amêndoas e Oregãos

Ingredientes:

- 1 kg de feijão-verde sem pontas, golpeados ao alto
- 200 g de amêndoas laminadas
- 50 g de manteiga
- meia chávena de oregãos em folhas
- 1 limão, raspa e sumo de metade do limão
- 1 c. sopa de azeite
- sal e pimenta preta moída no momento

Preparação:

Derretam a manteiga com o azeite, num tacho ou numa frigideira funda, em lume médio.
Coloquem as amêndoas, os oregãos e a raspa do limão, mexendo com frequência, durante cerca de 3 - 4 minutos, ou até que as amêndoas fiquem ligeiramente douradas.
Adicionem o feijão-verde e envolvam bem os ingredientes, deixando cozinhar por mais 3 minutos, tapando o tacho, sem o fechar totalmente.
Retirem do lume, temperem com sal e pimenta e o sumo de limão, e envolvam.
Sirvam-se!

Os resultados ficaram deste modo.



Notas finais:

Irei melhorar esta receita, substituindo o gengibre por uma malagueta (sem sementes, para os que não gostam de muito picante) e adicionando umas nozes pequenas de manteiga, para abrilhantar o puré e realçar-lhe o sabor.

Quanto ao feijão-verde, espero apenas pela oportunidade de ter na minha posse oregãos em folhas frescas e, aí, volto a experimentar!

O que poderia ter corrido melhor:


"Escorram o excesso de água, deixando um pouco de caldo apenas, para ajudar a fazer o puré...", lembram-se? E como é que eu sei que isso melhora a textura no puré das ervilhas...?
Exacto, porque não o fiz, embora soubesse... 
E não ralem o limão até à parte branca, uma vez que, isso, amargou ligeiramente o puré das ervilhas, embora o pessoal não se tenha queixado.


Vão-se deitar já, ou esperam pelas sobremesas?




Batatas Assadas com Alho e Salva

De volta!

Bom, como podem constatar (são visíveis nas páginas favoritas, nos links de sites e blogs que vou acrescentando, no lado direito, por baixo do arquivo) tenho três referências evidentes, através das quais me inspiro para fazer os meus twists e criações: Gordon Ramsay, Jamie Oliver e Donna Hay.

E como em todas as receitas que fiz na Consoada, tomei algumas das receitas destes três chefs, para fazer estas batatas assadas com alho e salva, que ficaram especialmente deliciosas.
Podem constatar a fonte, neste link.

Basicamente, foi simples, sendo que só alterei ligeiramente a receita, nas quantidades dos ingredientes e no tempo que estiveram no forno, uma vez que tive de aproveitar o calor do forno para manter os outros cozinhados e ir gerindo este, também.
Primeiramente, cozi ligeiramente as batatas, para que pudessem ficar em puré por dentro e estaladiças e douradas por fora. Posto isto, é só ler.

Ah! As batatas, em vez de terem sido descascadas, poupei trabalho e só cortei em quarto. Leiam, leiam!


Batatas Assadas com Alho e Salva

Ingredientes:

- 1,5kg de batatas para assar bem lavadas, com casca, e cortadas em quartos
- 1 cabeça de alho disposta em dentes de alho, com casca
- 2 c. sopa de salva em folhas
- 150 ml de azeite
- sal e pimenta preta moída no momento

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200º C.
Cozam as batatas e os dentes de alho, numa panela grande, com água a ferver e sal, em lume forte, tapem e deixem que levante fervura.
Assim que a água começa a ferver, reduzam o lume para médio e deixem as batatas e os alhos cozer cerca de 8 minutos.

Escorram as batatas e os alhos muito bem, sacudam bem as batatas, dentro da panela, para que elas amoleçam ligeiramente, sem nunca perderem a forma original.
Coloquem-nos num tabuleiro, reguem as batatas e os alhos com o azeite e a salva, temperem com sal e pimenta preta. Misturem bem, para envolverem os ingredientes e permitir que os sabores liguem.
Posto isto, é só levar o tabuleiro ao forno, e deixar assar por cerca de uma hora sendo que, de 20 em 20 minutos, devem mexer as batatas para tostarem de vários lados e para permitir que as batatas não sequem de um lado e não absorvam demasiado o azeite do outro.

Após o tempo, podem retirar o tabuleiro, ou deixá-las a assar mais uns minutos, caso prefiram um pouco mais tostadas.



Notas finais:

Não houve críticas nesta receita, só referir aqui que elas estiveram juntamente com os frangos, ao mesmo tempo no forno e, em parte, na fase em que os frangos estiveram cobertos com a folha de alumínio, portanto, na realidade, elas assaram cerca de 1:20 h em que, cerca de uma hora estiveram a 180º C e os restantes 20 minutos a 220º C, o que "equilibra as contas", no final.

Estas batatas são óptimas para fazer em almoços com muita gente, uma vez que não devem haver pessoas no vosso meio que não gostem de batatas.
Para experiência futura, irei tentar fazer uma receita idêntica a esta, mas com batata doce, para ver como fica.


Vou só tratar das ervilhas e do feijão-verde, até já!

Frangos Assados com Recheio de Couscous e Pistácios

Ora, viva!

Como o prometido é devido, hoje posto as receitas que fiz para a Consoada de Natal e do fantástico rolo de carne especial que fiz para a Passagem de Ano!

Para começar, entro com aquele que foi eleito para prato principal, para contrariar a tendência do bacalhau: Frangos Assados com Recheio de Couscous e Pistácios

Estes foram, sem dúvidas, a atracção principal da noite da Consoada!

Todo o banquete - prato, acompanhamentos e sobremesas - foi feito em casa da minha querida mãe, uma vez que foi lá que fizemos a Consoada.

Nesta variação que fiz, tirando como referência esta receita do site da Donna Hay, optei por fazer um caldo de frango caseiro, aproveitando os miúdos dos frangos, juntamente com alguns vegetais que a minha mãe tinha lá por casa, para que se regasse o frango, na segunda fase e evitar que ficasse seco, uma vez que o recheio, por si só, já contribui.

Além do mais, e para tornar a pele mais estaladiça e dourada (influências do Chef Gordon Ramsay, pois claro) massajei bem a pele dos frangos com sal e pimenta preta moída na altura, e um pouco de manteiga.
Após os 30 minutos em que estiveram no forno a ganhar cor na sua pele, pincelei-os com uma manteiga de tomilho, super fácil de se fazer, e voltei a colocá-los no forno, a assarem mais lentamente.

É uma receita que, apesar de ser trabalhosa, por ter vários processos, é fácil.

Esta receita teve tanto êxito que, para cerca de 6 pessoas, os dois frangos não chegaram a ter sobras para os dias seguintes. 

Os passos foram simples:


Frangos com Recheio de Couscous e Pistácios

Para o recheio:

- 5 c. sopa de couscous
- 5-6 c. sopa de água a ferver
- 60 g de pistácios, partidos grosseiramente
- 2 pés de salsa picada grosseiramente
- 1 dente de alho esmagado
- 1 c. sopa de azeite
- sumo de limão, a gosto

Preparação:

Pré-aqueçam o forno a 220ºC.
Coloquem numa tigela o couscous e a água a ferver, tapem com película aderente, e deixem o couscous hidratar, cerca de 10 minutos.
Entretanto, para dar sabor ao couscous, salteiem o dente de alho, esmagado, numa frigideira com o lume forte untado com o azeite.
Retirem o alho quando este estiver alourado.
Após os 10 minutos, destape a tigela e mexa com um garfo para soltar o couscous, juntando o alho, o azeite da frigeira, os pistácios, a salsa picada e envolvam bem os ingredientes, para colocarem o máximo de sabor no couscous e para os sabores ligarem.
Retirem o dente de alho, reservando-o.
Reguem com o sumo de limão e mexam bem novamente.

É suposto obterem um exemplar deste género, após o processo.
 


Recheio pronto, e foi rápido. Seguem-se os frangos.


Para os frangos:

- 2 frangos do campo
- 150 ml de caldo de galinha ou legumes
- 50 ml de vinho branco
- 40 g de manteiga culinária, mais extra, para barrar na pele do frango
- 1 limão, sumo
- 1 dente de alho que sobrou do recheio de couscous
- 1 colher de sobremesa de tomilho em folhas
- pimenta preta moída no momento
- sal 

Preparação:

Massajem os frangos no seu interior, com sal e pimenta, juntamente com o dente de alho que retiraram do recheio de couscous e pistácios.
Recheiem os frangos e tapem as cavidades dos frangos, cozendo com linha própria ou colocando um limão inteiro. Eu usei limão, e fiz alguns furos com um garfo, para eles libertarem os sucos durante o tempo que estivessem no forno
Massajem as peles dos frangos com sal e pimenta preta e com um pouco da manteiga.
Levem ao forno por cerca de 25-30 minutos.
Eles ficaram com este aspecto (digam lá que não dá vontade de ir a correr para a cozinha fazer um franguinho...?) após esta primeira fase.



Cumprida a primeira etapa e, uma vez que os frangos verteram alguns (poucos) sucos, juntem, numa tigela à parte, a manteiga derretida com as folhas de tomilho e mexam bem. Aí têm a manteiga de tomilho feita!
Coloquem cerca de uma ou duas conchas do caldo, regando os frangos, para que fiquem suculentos, e permitir também que o caldo tenha também um pouco do tempero do exterior dos frangos.
Pincelem o exterior dos frangos com a manteiga de tomilho, cubram o tabuleiro com folha de alumínio e levem ao forno, reduzindo a temperatura para 180ºC, deixando-os a cozinhar, cerca de uma hora e meia.

Passada a hora e meia, retirem os frangos do forno, reguem-nos com umas colheradas do caldo, para que estes se mantenham húmidos na sua totalidade.
Retirem todo o caldo do tabuleiro, aumentem a temperatura do forno para os 220ºC, coloquem de novo os frangos, durante 25 minutos.
Retirem o tabuleiro do forno, virem os frangos ao contrário, para corarem também por baixo.
Coloquem a assar por mais 30 minutos.

Retirem os frangos, deixando-o descansar por cerca de 15 minutos para assentarem os sucos, e o resultado será mais ou menos este.



Retirem os limões das cavidades e espremam-nos por cima dos frangos e cortem o frango com a ajuda de uma tesoura de trinchar, para que possam retirar os vossos pedaços favoritos e também para tirarem mais facilmente o recheio. 



Notas finais:

Os frangos estavam, de facto, deliciosos, nada secos, com a pele super estaladiça e a notarem-se todos os sabores: frango, as notas do caldo caseiro, a manteiga de tomilho, o sal e a pimenta, o limão, tudo!

O que poderia ter corrido melhor:

O facto de eu não ter ali à mão uma agulha e linha de cozinha para cozer os frangos, levou a que eu colocasse limões (com os furos que fiz com o garfo) para tapar as cavidades dos frangos, o que transportou um pouco a acidez do limão para o recheio.
Não foi impeditivo de que toda a gente comesse os dois frangos, recheios incluídos, mas da próxima vez uso a linha e cozo-os.

Mais receitas se seguirão, daqui a nada.

Sirvam-se à vontade, enquanto escrevo os posts seguintes!